INQ forma, pela primeira vez, 35 cozinheiros de Nível 3 com competências alinhadas a padrões internacionais

O Instituto Nacional de Qualificações (INQ) formou, em Luanda, pela primeira vez, 35 cidadãos na especialidade de Cozinha Nível 3, através da Escola de Hotelaria e Restauração.

A cerimónia de encerramento da formação e entrega de certificados foi presidida pela ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias, acompanhada pelo secretário de Estado para o Turismo, Augusto Laurindo Kalikemal, e pela directora-geral do INQ, Edgarda Sacramento Neto.

Na ocasião, a ministra Teresa Rodrigues Dias sublinhou que o curso integra o Quadro Nacional de Qualificações, materializando o compromisso do Estado com a juventude, no sentido de a qualificar e preparar para o mercado de trabalho, em Angola e no exterior.

A governante destacou que a qualificação profissional constitui um factor determinante para a competitividade nacional, referindo que, numa economia globalizada, os países competem pela captação de investimento com base na qualidade da sua mão-de-obra.

Segundo afirmou, a escolha de Angola por parte dos investidores não depende apenas dos recursos naturais, mas também da capacidade técnica dos profissionais nacionais, nomeadamente na operação de equipamentos, gestão de projectos, atendimento ao cliente e inovação nos processos produtivos.

Teresa Rodrigues Dias salientou, igualmente, que a diversificação da economia é uma prioridade estratégica do Executivo, sendo o sector da Hotelaria e Turismo um importante gerador de emprego. “Não há turismo de qualidade sem recursos humanos qualificados. Investir na formação de cozinheiros, empregados de mesa, governantas e gestores hoteleiros é investir no futuro do país”, afirmou.

A ministra referiu ainda que o Quadro Nacional de Qualificações assegura que a formação ministrada em Angola cumpre padrões de qualidade reconhecidos internacionalmente.

De acordo com a governante, o cozinheiro de Nível 3 está habilitado a exercer a sua actividade e a transmitir conhecimentos em diferentes contextos, constituindo uma base sólida para o emprego e a progressão profissional.

Os formandos adquiriram competências técnicas e pedagógicas ajustadas às exigências actuais, incluindo práticas de cozinha nacional e internacional, normas de higiene e segurança alimentar, gestão de stocks, cálculo de custos, serviço de sala e trabalho em equipa.

A ministra destacou o empenho dos recém-formados, sublinhando que concluíram com êxito a formação, estando aptos a desempenhar funções com autonomia, responsabilidade e qualidade, bem como a partilhar os conhecimentos adquiridos.

O certificado atribuído é emitido ao abrigo do Quadro Nacional de Qualificações, garantindo o reconhecimento das competências pelo Estado e a sua conformidade com padrões internacionais.

Na sua intervenção, Teresa Rodrigues Dias referiu ainda que a cozinha representa um elemento central na experiência turística, constituindo a memória que o visitante leva do país. Por essa razão, apelou aos recém-formados para que desempenhem a sua actividade com técnica, higiene, criatividade e orgulho na gastronomia angolana.

Por fim, sublinhou que a formação de um cozinheiro de Nível 3 exige não apenas domínio técnico, mas também disciplina, espírito de equipa e respeito pelo cliente, felicitando a direcção da Escola de Hotelaria e Restauração, os formadores e os formandos pelo sucesso da iniciativa.